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domingo, 5 de dezembro de 2010

De finalidade





Avistei a luz,
Corria desesperado,
Tentava fugir daquela sombra.
Procurava o sol, imaginava a lua.

Senti algo tocar-me,
Obsoleto, deixei fluir.
Uma lágrima caíra no chão.
No local, uma rosa surgira.

Estava próximo. Sim!
Precisava crer ou não viveria.
Julgava as pedras, empecilhos.
Atirei-me ao chão, cansado de fugir.
Ainda conseguia ver a luz,
Escondida em devaneios,
Figurada em ilusão.

Rastejando sob pedras,
Com uma rosa na mão,
Via uma vida ensangüentada,
Desamparada pela dor
De viver sem esperança.




Gabriel Colares.

Um comentário:

  1. Muita beleza tirada da angústia,
    Da obscuridade de um eu-lírico
    Que anseia renascer!
    Belo!

    (Larissa Sales)

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