Avistei a luz,
Corria desesperado,
Tentava fugir daquela sombra.
Procurava o sol, imaginava a lua.
Senti algo tocar-me,
Obsoleto, deixei fluir.
Uma lágrima caíra no chão.
No local, uma rosa surgira.
Estava próximo. Sim!
Precisava crer ou não viveria.
Julgava as pedras, empecilhos.
Atirei-me ao chão, cansado de fugir.
Ainda conseguia ver a luz,
Escondida em devaneios,
Figurada em ilusão.
Rastejando sob pedras,
Com uma rosa na mão,
Via uma vida ensangüentada,
Desamparada pela dor
De viver sem esperança.
Gabriel Colares.
Gabriel Colares.

Muita beleza tirada da angústia,
ResponderExcluirDa obscuridade de um eu-lírico
Que anseia renascer!
Belo!
(Larissa Sales)