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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

DES | ILUSÃO

Uma história de Gabriel Colares.

CAPÍTULO 32.


- Incomodo?
- Imagina! Pode entrar, a casa é sua – Disse Marcos ao abrir a porta da sala.
- Luana não está em casa?
- Não! Ela foi à casa de uma amiga, não deve voltar tão cedo...
- Melhor assim!
- Qual o motivo dessa visita repentina, Marta? – Marcos se surpreende.
- Vim saber como você está!
- Só isso?
- Si... Si... Sim, por quê? Não posso visitar um velho amigo?
- Claro que pode, só achei estranho! – Disse Marcos, pedindo para que Marta sentasse em um sofá velho que tinha na sala de estar daquela casa velha e mal cuidada.

Luana tinha suas razões para odiar aquela casa, que além de muito velha, carregava uma escuridão sentimental. Pairava um cheiro de mofo somado ao odor do álcool que eram completados pela poeira sob os móveis, que, aliás, eram bastante antigos.

Marta era uma antiga amiga de Marcos e sempre que podia, fazia algumas visitas para ver como ele estava. Mas, preferia esconder esse seu ato, para que não houvesse falatórios sobre e relação dos dois, que parecia ser bem íntima.

- Karina, eu acho que você não entendeu! – Sorriu Luana.
- Entendi muito bem! – Karina lançou um olhar de nojo para Luana – Você não se cansa desse joguinho?
- Luiza não é invencível! Uma hora ela vai cair e eu quero ver isso de camarote...
- Não culpo você por esses sentimentos, eu também era assim, mas eu estou tentando mudar pelo homem que eu amo. Você também devia tentar fazer isso... O Rogério gosta muito de você e capaz de tudo pelo seu amor.
- Você não entende Karina! Essa garota sempre teve tudo o que eu nunca tive, desde pequena ela fazia questão de ostentar aquela família adorável que ela possui.
- Não devemos nos deixar guiar por esse sentimento de inveja e amargura, isso só vai destruir você mais ainda.
- Pouco me importa, não estou à procura de redenção, não quero ser canonizada pela minha santidade. Eu posso até morrer, mas levo Luiza junto comigo para o inferno – Gritou Luana.
- Você definitivamente não está no juízo normal – Disse Karina se afastando de Luana.
- Que foi? Tá com medinho de mim? – Luana soltou uma gargalhada escandalosa – Eu não farei nada com você, mas o seu namoradinho tem muitas coisas para me oferecer...
- Fica longe do Cadu, ouviu bem? – Karina gritava apontando o dedo na cara de Luana.
- É só você parar com essa ladainha de vagabunda arrependida e fazer T U D O que eu mandar. A hora do juízo final está chegando...

Karina baixou a cabeça e começou a chorar.

- Olha pra mim! – Ordenou Luana – Presta atenção, só vou falar uma vez!
- Tu... Tu... Tudo bem! – Choramingou Karina.
- Vou fazer com que Luiza se encontre novamente com Vinícius para uma despedida romântica e você vai fotografar tudo e enviar as fotos, junto com essas cartas que escrevi para o atual namoradinho dela, o Ângelo.
- E o que dizem essas cartas? – Karina temia a resposta.
- Tudo que um homem traído detestaria saber – Luana soltou mais uma gargalhada maléfica – Ele vai ficar com tanta raiva da Luiza que vai humilhá-la de todas as formas, e você, sabe como ninguém, que Luiza tem horror a humilhações, ainda mais em público! O namoro dos dois vai por água abaixo, como uma avalanche e Luiza vai, definitivamente, se fechar ao amor depois de tantas desilusões.

Depois de deixar várias ordens a ser cumprida, Luana se retirou da casa de sua cúmplice. Karina, que por sua vez, estava tremendamente assustada com as loucuras de Luana, temia o que poderia acontecer com o seu namorado, pois a essa altura do campeonato a vilã seria capaz de fazer qualquer coisa para prejudicar o namoro dos dois.

- Cadu, me promete, por favor! – Dizia Karina ao telefone.
- Calma meu amor, você está muito nervosa!
- Só me promete...
- Prometer o quê?
- Que nunca vai me deixar, independente de tudo o que acontecer, promete que nunca vai parar de me amar...
- Claro meu amor, não precisava disso, você sabe que eu te amo.
- Me perdoa, por favor, me perdoa! Tudo o que eu faço é por amor a você.
- Você está me deixando confuso...
- Eu te amo mais que tudo, Carlos. Você foi a melhor coisa que aconteceu em toda minha vida...
- Oh meu amor, isso tudo é medo de me perder? Pois saiba que eu nunca vou lhe abandonar, não importa o que acontecer! – Disse Cadu bastante feliz pela “preocupação” da namorada.


"Coisas elevadas caem pelo ódio, coisas pequenas se elevam pelo amor." 

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