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domingo, 13 de fevereiro de 2011

DES | ILUSÃO

Uma história de Gabriel Colares.

CAPÍTULO 30.


Luana, Karina, Rogério, Guilherme e Vinícius observam tal cena, atônitos, pois isso só aumentava a veracidade das mentiras que Luana havia espalhado pelo CFM.

O casal parecia não se incomodar com os olhares atentos, continuavam o beijo como se fosse a ultima coisa que faziam na vida. Luiza se entregou ao namorado como nunca havia feito.

- Está vendo, Karina? Era disso que eu falava! Esses dois estão cada vez mais apaixonados...
- Ela só está tentando ser feliz! – Disse Karina.
- Essa miserável não merece felicidade! Mas que garota vagabunda, mal termina com um e já está agarrada a outro...
- E o que você está pretendendo fazer? Vai matar o garoto? – Insinuou Rogério.
- Claro que não, ou pelo menos não agora! Vou fazer coisa muito pior, a morte seria um presente! Quero dor, sofrimento, mágoas e muito rancor...

Guilherme olhava para Vinícius, tentando encontrar uma palavra de conforto.

- Tem certeza que não quer sair daqui? Se quiser eu posso te levar para algum outro lugar...
- Não! Eu estou bem...
- Você não precisa ficar vendo isso.
- Mas eu quero ver!
- Tudo bem, não está mais aqui quem falou – Disse Guilherme, baixando a cabeça e saindo.
- Espera, não vai! Desculpas, eu... – Disse Vinícius segurando na mão de Guilherme.
- Não precisa se desculpar, eu só estava preocupado com você!
- Não se preocupe a toa, só quero ver essa cena para ter certeza das escolhas que irei fazer daqui pra frente.
- E eu posso saber que escolhas serão tomadas? – Sorriu Guilherme.
- Breve – Disse Vinícius se virando e indo em direção ao ponto de ônibus por trás do CFM.

Luana estava completamente transtornada, seu ódio por Luiza crescia cada vez mais, ela precisava acabar com a felicidade de sua rival. As coisas na sua casa estavam cada vez pior, mal falava com Marcos, saia e entrava em casa sem dizer uma só palavra com o homem que havia lhe criado.

- Você pensa que aqui é casa da mãe Joana? – Perguntou Marcos ao levantar-se da poltrona na sala de estar e ir de encontro com Luana,
- Penso tudo, menos que isso aqui seja uma casa! – Falou Luana, seguindo em direção ao seu quarto.
- Onde pensa que vai?
- Dormir, papai! – Ironizou Luana.
- E quem vai fazer comida, lavar roupa e limpar casa?
- Crie vergonha na sua cara, arrume um emprego e contrate uma doméstica!
- Mais respeito comigo, sua vagabunda!
- Porque, nem ao menos meu pai você é! Não tenho obrigação nenhuma de te respeitar.
- Tem sim, pois fui eu quem te educou, te deu uma casa, uma família... Se não fosse por mim, você estaria no meio da rua, pedindo esmola, passando fome.
- Passo por situações semelhantes dentro dessa casa e nem por isso morri. Agora me deixa em paz, porco nojento – Disse Luana fechando a porta de seu quarto.
- E quem vai fazer o almoço? – Perguntou Marcos, um pouco arrependido.
- Ué, você não vive de cachaça? Bebe mais um litro no almoço, quem sabe assim você não para de engordar! – Luana gargalhava de uma forma bem maquiavélica.

“Nem dentro da minha própria casa eu tenho paz para pensar num jeito de acabar com aquela ordinária invejosa da Luiza. Odeio toda essa gente miserável, esse bairro, essa casa... Odeio todos!” – Pensou Luana ao deitar-se em sua cama.


"O ódio nunca desaparece, enquanto pensamentos de mágoas forem alimentados na mente. Ele desaparece, tão logo esses pensamentos de mágoa forem esquecidos." 

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